terça-feira, 25 de outubro de 2011

queima papel, coração, tudo.



Sério! De que vale manter todas essas lembranças, com tantas palavras lindas. Sendo que provaram extremamente ao contrário? De que vale ler, sorrir, relembrar, se o presente provou tudo ao contrário. O melhor é transformar tudo em cinzas, queimar. Tentar esquecer... E quando o fogo pegou, e começou a engolir todo o papel, queimava em meus olhos, o meu coração, tudo. Como se tivesse tirando um grande pedaço de mim, que sensação.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O que eu precisava um pouco era isso. Escrever, até porque... ultimamente, aliás, quase sempre tem sido o único jeito de conversar comigo mesma, falar como me sinto. Não me sinto mais confortável quando sento e converso com alguém para tentar ficar melhor, porque embora aquela pessoa queira falar algo que me conforte, absolutamente na verdade, eu sei cada palavra que essa pessoa irá falar. Porque as coisas não funcionam do jeito que elas falam, está simplesmente dentro de você, em mim, na minha garganta engasgada, no meu peito e em minha cabeça girando. Eu não tenho uma resposta para como eu estou e o que se tem passado. Eu estou perdida, sabe? E sinceramente, com tanta confusão rodando na minha cabeça, eu perdi o controle. Não consigo mais localizar quem eu sou, e o que eu quero e gosto. Estou fazendo as coisas por impulso e sem mais e nem menos. Eu só queria um tempo, onde eu pudesse sentar em um lugar que me trouxesse paz, e pensar em meu interior. Me achar, e colocar cada coisa em seu lugar, porque está tudo deslocado. Meus gostos, minhas coisas... TUDO. Eu não sei mais quem eu sou, e eu quero isso de volta, eu quero sentir uma emoção dentro de mim, porque só me tem o vazio.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

vida




Eu não sei como algumas pessoas conseguem não acreditar em Deus. Olha, isso aqui não é a bíblia e nem muito menos a igreja, mas sim a minha fé e o que obtive com ela.
Tudo acontece rápido demais, a alguns meses estava tudo normal... aliás, normal não é a palavra correta, mas não estava como estava hoje.
Uma pessoa que nem está aqui faz o seu coração bater mais rápido, porque é um vínculo que nem eu sei explicar... é amor. E a vida dessa pessoa está no "vida e morte", não é uma palavra simples de ser dita, encarar isso é mais que um fato, é a realidade pulsando a cada segundo. E isso está com você, e é um segredo, e não podes contar a ninguém, e compartilhar e dividir com alguém pra amenizar essa dor. Também não existe nada, absolutamente nada que possa fazer, a não ser rezar, entregar toda a sua fé e coragem a Deus, e pedir. E estará com ele, só ele. E é um milagre, aquilo tudo não podia ser revertido, e foi. E minha nossa, o que posso falar com isso? porque foi um MILAGRE, foi a maior alegria pra mim. Mas apesar dessa alegria ainda dependíamos de outro resultado. Aguardar é a pior coisa, anote. E chega o resultado, e a resposta que me tira do sufoco: não há mais a palavra morte neste momento, há a vida, mas com as suas consequências. E eu sorrio e extravaso de felicidade. Quem se importa com as "consequências"? Deus me deu a felicidade, a vida!
Nem tudo há saída, e quando há, por menor que seja, por devidas consequências que venham, há a vida, e vida... é vida. E eu só tenho a sentar todas as noites, todos os dias, e agradecer por mais um voto de felicidade que ele nos deu.

vida e morte



E o que fazer em um situação que está entre a vida e a morte e não há nada que possamos fazer a não ser rezar, ter fé e entregar na mão de Deus... onde tudo depende dele.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

nostalgia



Quanto mais eu tento esquecer, queimar todas as coisas que passamos, mais me vem a memória e a lembrança. Revejo fotos, e cada data, cada dia, lembro como se tivesse acontecendo agora, são detalhes que nunca esqueci, e quando revejo essas fotos, é como se tivesse passando por aquele momento novamente. Revejo as cartas, e em cada palavra me lembra cada gesto, carinho e coisas que partilhávamos. Olho para meu quarto, e algumas coisas que você me deu, me faz lembrar cujo dia passamos. É, cada palavra é como se fosse um dia completo. São lembranças que parecem que não vão sair mais, que estão aqui comigo. E depois de lembrar sorrindo, eu acordo e percebo que tudo mudou. É, você me machucou, sua frieza, seu "importar", suas atitudes e palavras. Não te julgo, não sou perfeita, mas eu achei que amizade fosse além de muito, amizade que é não vai embora. E ainda assim, com o coração tão pequeno e apertado, eu tenho vontade de jogar pro vento todo o meu rancor, toda minha mágoa, todo o meu orgulho, comprar cupcakes, comprar algum filme que gostávamos, e aparecer aí, do nada... assim, de repente. E dizer desculpas pelo que fiz, não tive intenção. Mas eu sei pedir desculpas pelos MEU atos. Embora nenhum deles tenham tido más intenções, eu sei quando estou errada e tenho a capacidade de assumir. De segurar na tua mão, te dar um abraço, e tentar recuperar todo o tempo perdido. Mas aí lembro quando te escrevi aquela carta e você se referiu como drama, e me jogou pra lá como um objeto qualquer, lembro que nunca parou para se referir a mim como uma saudade, como algo bom. E sim com tuas rudes palavras e atitudes. Lembro que nunca deu um passo em favor a nossa amizade. Aí leio algumas frases de Caio F. Abreu que refletem em tudo que estou sentindo, e digo para mim mesma: let it be. Porque de que adianta só eu nadar contra a correnteza? Somos dois, não sou apenas eu, tu não és perfeita, tu também errou, mas não se importas, então para quê? Então eu sento, choro, volto a relembrar de tudo, guardo tudo dentro de mim, e permanece em silêncio a ponto de explodir. Lembro como pessoas são inconstantes e que estou com medo disso, cada dia é uma mágoa nova. Pois eu pego meus doces, e me encho disso, para preencher esse vazio que você causou, e choro, choro mesmo, choro porque realmente embora disso tudo, eu amo você e isso nunca mudou e acho que nem vai mudar. E quase ninguém é capaz de entender isso. Não é recíproco. As pessoas nos surpreendem, e cansei de criar expectativas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

myself




Cansei de ouvir opte por isso, opte por aquilo, faça isso, faça aquilo. Cansei de escutar que tem que ser assim, que só tem esse jeito, que as coisas tem que ser assim. Onde se encaixa a parte do que eu penso e de como me sinto? Cadê a hora de se importar? Onde está a minha voz? Que eu me lembre, só os vejo falar, mandar e decidir. Porque me esforçar a ficar em um lugar onde o meu coração fica apertado e a garganta sufocada? Quero ficar onde me venha paz, e eu já tenho certeza disso, e a algum tempo... não será aqui. E eu não canso de repetir as vozes do querer em minha cabeça: não quero isso, não quero isso, não quero isso, QUERO TER VOZ, QUERO SER OUVIDA, QUERO SER ENTENDIDA. Isso cansa e desgasta.

I don't want to miss a thing



É, ele consegue fazer a diferença. Posso estar mal, nos piores dias, ter acontecido a pior coisa, mas é ali onde me tenho, em teus braços, o conforto de abraços e beijos, e palavras pequenas e simples, gestos e a capacidade de tirar um sorriso de mim a cada segundo. É tão bom, tão intenso. E eu que pensei que essa distância ia acabar com nós dois... Mas não, o sentimento não diminuiu e só faz aumentar, e isso é bom. Horrível ficar sem a sua presença, e quando mais querer ter de apenas ouvir a voz por um cel, e ficar um mês, um mês e meio sem se ver. Mas quando a gente se encontra... é, impossível explicar. É o melhor sentimento do mundo, e só quero estar ali nos braços dele. Mas a despedida? É uma sensação tão horrível que odeio ter que passar por isso, e tenho que me acostumar... Mas é ruim, é doloroso. E é assim que estou me sentindo agora, uma casa sozinha, velha e deixada. Na saudade e sem esperanças de quando poder ficar bem de verdade.
(Alita Almeida)